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MPE\'s - Da Propaganda ao Marketing Digital

Marketing | 18 de outubro de 2012

A ascensão das Redes Sociais trouxe às Micros e Pequenas Empresas uma nova realidade: A obrigação de adquirir conhecimento.

E por que eu digo obrigação? Simplesmente por que a Internet entrou no mundo dos negócios, quebrando todas as principais formas de hierarquia de comunicação, até então, conhecidas. Hoje, através de um “Tweet”, qualquer pessoa pode mandar uma mensagem direta para a Presidente Dilma Roussef (@dilmabr), ou até mesmo para o Eike Batista (@eikebatista).

Tá Adriano, e o que isso tem a ver com negócios? Respondo: Independente de sua opinião, gosto ou preconceitos, as pessoas estão na Web, podendo se relacionar e  fazer negócios de qualquer natureza, a sua escolha está apenas em participar ou ficar de fora.

A velha propaganda

Em meados de 2007 a IBM lançou um documento chamado “The End of Advertising as We Know It”- O fim da propaganda como a conhecemos – onde já previa que em breve, a publicidade se multiplicaria por diversas plataformas e se focaria em nichos, para a gestão da comunicação de forma segmentada.

Pois bem, quem pode garantir hoje, que anunciar em revistas, rádios e jornais ainda causa o mesmo impacto que outrora? A diferença está na estrutura da comunicação, vamos entender:

Comunicação= Emissor – Receptor – Mensagem – Código – Canal – Retorno

Sem longas explicações teóricas, mas apenas para entendermos, na propaganda tradicionalnão há o “retorno”, também chamado de “Feedback”, ou seja, as pessoas sempre assistiram a tudo de forma que quem gritava mais alto, geralmente com maiores investimentos, era considerado o melhor.

Já com o poder da voz ativa, que a Internet devolveu aos consumidores, gritar “eu sou o melhor” pode ser recebido por pessoas que questionem, critiquem, discordem ou ainda, apoiem e amplifiquem.



Gestão de Relacionamento

Tudo isso, já era conhecido em Marketing. Gestão de Relacionamento é uma velha teoria, que agora se apresenta como novidade, por que a realidade prática mudou. Antes “anunciar”, agora “relacionar”. Tudo depende do ambiente, do canal e de quem está do outro lado.

O impacto desta revolução das Mídias sobre as Micro e Pequenas Empresas é ainda maior, por que a estes empresários, cabe o papel de gerir toda esta nova mudança, estes conhecimentos, muitas vezes, sem o capital necessário, para buscar os profissionais certos, para uma justa adaptação.

O que importa saber, é que lamentar ou se alienar, não reduzirá os prejuízos, nem servirá de desculpa para que os clientes sigam comprando. “Se sua empresa não aparece nos resultados do Google, por pesquisas realizadas em busca de seus produtos ou serviços, ao menos em sua região, para este novo consumidor sua empresa simplesmente não existe!”

Mas se aparecer, você ainda passará pelo filtro da concorrência de ter que persuadir, conquistar credibilidade, confiança, além de satisfazer o consumidor em outros quesitos específicos do seu nicho, que podem envolver Status, Reconhecimento, Exclusividade, Privilégios, ou outras formas de recompensa subjetiva.

O papel das Redes Sociais

Toda quebra de paradigma gera desconforto, estranheza, mas é só pelo fato de termos de sair de nossa zona de conforto. Pois ao quebrarmos essa barreira, basta passarmos algumas horas navegando pelo Facebook, Pinterest, Linkedin, Twitter ou qualquer outra rede ou mídia social, para percebermos que as pessoas estão ali se relacionando diretamente, não há espaços para propaganda unidirecional em meio a uma conversa.

É como na política: Na TV e nas Rádios, propaganda e propostas de governo; e em meio ao povo, cumprimentos, conversas, debates... Na Web é igual, o seu site tem a função tem de gerir o seu negócio e as redes sociais lhe dão a oportunidade de se relacionar com o seu público.

Agora, como gerir esse relacionamento, já é tema para outra conversa. Leia esse post “Estratégias em Mídias e Redes Sociais”, em breve, novos artigos sobre o tema.

Na sua opinião, qual a melhor forma de trabalhar a publicidade das empresas nas Mídias e Redes Sociais?

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